segunda-feira, 4 de julho de 2016

A Racionalidade Irrazoável do Brasileiro ativada pela Mídia





O Plenário do Senado aprovou na quarta-feira, dia 29/06, os projetos de lei (PLC 26/2016 e PLC 29/2016) que concedem reajuste salarial para os servidores do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e do Conselho do Ministério Público. Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto do aumento no Orçamento será de R$ 22,2 bilhões até 2019, valor já contabilizado na meta fiscal do governo.
Este reajuste, de acordo com o senador Jorge Viana, refere-se a perdas salariais que os servidores públicos vinham sofrendo desde 2008, e este projeto aprovado, prevê uma recomposição salarial de forma parcelada, numa tentativa de reativar o poder de compra da categoria.
Este reajuste, só terá vigência a partir de julho, com impacto na folha de pagamento anual de R$ 1,7 bilhão, sendo que este valor já estava previsto na lei orçamentária anual, restando ainda, de acordo com a agência do senado, 100 milhões positivos este ano. 
Por outro lado, na mesma data, o Presidente Michel Temer, aprovou por decreto, um reajuste de 12,5% nos benefícios do Bolsa Família. 
O aumento deste benefício vai causar um impacto de R$ 2,5 bilhões por mês na folha de pagamento, sendo que o governo reservou recursos do orçamento para garantir este reajuste. 
Fazendo um cálculo superficial, ao final de 1 ano, serão 30 bilhões destinados para o Bolsa Família. 
Digo superficial, porque os índices de desemprego sobem a cada mês, e hoje já são 11,4 milhões de desempregados no país, e os índices tem girado em torno de 11% ao mês, o que indica que mais pessoas poderão se inscrever para receber os benefícios assistenciais do Bolsa Família. 
Não quero adentrar no mérito deste tipo de assistencialismo, mas sim nas questões da razoabilidade das críticas acerca destes reajustes, principalmente da mídia, como formadora de opinião e que deixa pouco espaço para pensamentos independentes àquilo que ela vende. 
Minha análise recai sobre um único ponto: para servidores, trabalhadores, que estudaram e batalharam arduamente para serem aprovados em concurso público e servirem no judiciário, merecem seus salários, justos pelo trabalho que executam, e o valor concedido foi de reposição, já que as perdas salariais destes servidores vem desde 2008. Para os trabalhadores do país, duras críticas pelos 1,7 bilhão anual.
Em contrapartida, para aqueles que não trabalham, que dependem do governo, e em consequência não produzem, não geram riqueza, nem tributos, não contribuem para o aumento das riquezas e obviamente recebem valores gerados por aqueles que trabalham, para estes, 30 bilhões anuais são recebidos com aplausos, fogos e purpurina. 
Entendam, não faço uma crítica aos que recebem o bolsa família, mas sim a maneira como os brasileiros tratam trabalhadores x não trabalhadores. A discrepância e irracionalidade com que fundamentam seus argumentos, sem sequer uma análise um pouco mais profunda sobre estes impactos na sociedade.
Compram uma ideia sem ao menos questionar, calcular, verificar as meias verdades lançadas ao ar: pegue-as quem quiser, mas sigam meus ventos, é assim que a mídia diz. 
Há muita informação disponível. Leitura é um bom negócio. Sabedoria, esta, só vem de Deus. 
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência. Provérbios 9.10

Suzie Helena Mignoni
04/07/2016


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