O Plenário do Senado
aprovou na quarta-feira, dia 29/06, os projetos de lei (PLC 26/2016 e PLC
29/2016) que concedem reajuste salarial para os servidores do Poder Judiciário,
do Ministério Público da União e do Conselho do Ministério Público. Segundo o
Ministério do Planejamento, o impacto do aumento no Orçamento será de R$ 22,2
bilhões até 2019, valor já contabilizado na meta fiscal do governo.
Este reajuste, de acordo
com o senador Jorge Viana, refere-se a perdas salariais que os servidores
públicos vinham sofrendo desde 2008, e este projeto aprovado, prevê uma
recomposição salarial de forma parcelada, numa tentativa de reativar o poder de
compra da categoria.
Este reajuste, só terá vigência
a partir de julho, com impacto na folha de pagamento anual de R$ 1,7 bilhão,
sendo que este valor já estava previsto na lei orçamentária anual, restando
ainda, de acordo com a agência do senado, 100 milhões positivos este ano.
Por outro lado, na mesma
data, o Presidente Michel Temer, aprovou por decreto, um reajuste de 12,5% nos
benefícios do Bolsa Família.
O aumento deste benefício
vai causar um impacto de R$ 2,5 bilhões por mês na folha de pagamento, sendo
que o governo reservou recursos do orçamento para garantir este reajuste.
Fazendo um cálculo
superficial, ao final de 1 ano, serão 30 bilhões destinados para o Bolsa
Família.
Digo superficial, porque
os índices de desemprego sobem a cada mês, e hoje já são 11,4 milhões de
desempregados no país, e os índices tem girado em torno de 11% ao mês, o que
indica que mais pessoas poderão se inscrever para receber os benefícios assistenciais
do Bolsa Família.
Não quero adentrar no
mérito deste tipo de assistencialismo, mas sim nas questões da razoabilidade
das críticas acerca destes reajustes, principalmente da mídia, como formadora
de opinião e que deixa pouco espaço para pensamentos independentes àquilo que
ela vende.
Minha análise recai sobre
um único ponto: para servidores, trabalhadores, que estudaram e batalharam
arduamente para serem aprovados em concurso público e servirem no judiciário,
merecem seus salários, justos pelo trabalho que executam, e o valor concedido
foi de reposição, já que as perdas salariais destes servidores vem desde 2008.
Para os trabalhadores do país, duras críticas pelos 1,7 bilhão anual.
Em contrapartida, para
aqueles que não trabalham, que dependem do governo, e em consequência não produzem,
não geram riqueza, nem tributos, não contribuem para o aumento das riquezas e
obviamente recebem valores gerados por aqueles que trabalham, para estes, 30
bilhões anuais são recebidos com aplausos, fogos e purpurina.
Entendam, não faço uma
crítica aos que recebem o bolsa família, mas sim a maneira como os brasileiros
tratam trabalhadores x não trabalhadores. A discrepância e irracionalidade com
que fundamentam seus argumentos, sem sequer uma análise um pouco mais profunda
sobre estes impactos na sociedade.
Compram uma ideia sem ao
menos questionar, calcular, verificar as meias verdades lançadas ao ar: pegue-as quem quiser, mas sigam meus ventos,
é assim que a mídia diz.
Há muita informação
disponível. Leitura é um bom negócio. Sabedoria, esta, só vem de Deus.
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento
do Santo é prudência. Provérbios 9.10
Suzie Helena Mignoni
04/07/2016

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